terça-feira, 23 de agosto de 2016

POEMEUS



VIDA URBANA

Estou só
A solidão é minha companheira
E almoço a morte
Todos os dias



O VICIOSO CÍRCULO DA LOUCURA

Louco
Eu fico louco
De tanto ouvir você dizer
Louco
Eu fico louco



AMBIÇÕES

Correndo, correndo
Correndo, correndo
Eu chego ao lugar
Mas ao chegar
Já não é mais o lugar
Correndo, correndo


ALL-STAR SUPERMAN - Tributo

All-Star Superman - Tributo from Jerri Dias on Vimeo.

Mais um clip com trilha sonora. Desta vez usando a animação baseada na série All-Star Superman de Grant Morrison e Frank Quitely.

Usei a música de John Ottman de Superman Returns, que é baseada nas composições de John Williams para os filmes de Christopher Reeve.




CAPITÃO PETRALHA CONTRA O COXINHA VERMELHA - Redublagem



Estava aqui sem nada para fazer e aí resolvi perder uns dias escrevendo um roteiro, editando, convidando amigos atores para dublar e editar o áudio deles nesse singelo épico que tenta ver o lado engraçado da polarização política da sociedade brasileira.

Tem uma terceira e última parte parte que estou quase finalizando. ;-)

E se gostarem, vão lá no canal do You Tube, se inscrevam e curtam o vídeo pra que eu me sinta motivado a fazer mais. Basta clicar onde diz You Tube no vídeo que a internet leva vocês lá.


Capitão Petralha contra o Coxinha Vermelha - Parte II - Superdublagem from Jerri Dias on Vimeo.







segunda-feira, 8 de agosto de 2016

LIGA DA JUSTIÇA: A LEGIÃO DO MAL - Clip


Juntei as cenas de ação de Justice League:Doom em um clip com trilha sonora épica.

Trilha de Two Steps from Hell.

Músicas:  Invincible / Protectors of the Earth / To Glory

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

HOMEM DE FERRO 2 - Tributo




Mais um clip. Desta vez editei as duas primeiras cenas de luta do filme: com Whiplash e War Machine. Trilha sonora épica do Two Steps From Hell. Muito melhor que a trilha morna do filme. Espero que curtam.

BATMAN RETURNS - Tributo II



Resolvi brincar um pouco com edição de filmes que curto e mexer na fotografai e na trilha. Aqui, experimento a música Master of Shadows, do grupo Two Steps from Hell - que produz trilhas épicas para trailers - no clássico de Tim Burton. O clip é igual ao da postagem anterior, apenas a trilha foi alterada.


BATMAN RETURNS - Tributo I

Batman Returns Tribute - Hans Zimmer Score from Jerri Dias on Vimeo.


Resolvi brincar um pouco com edição de filmes que curto e mexer na fotografai e na trilha. Aqui, experimento a trilha que Hans Zimmer fez para Batman - O Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan no clássico de Tim Burton.





quinta-feira, 28 de julho de 2016

STORMWATCH - NOVOS 52 - Vol. 1 (DC Comics, 2011) - Comics

Para facilitar a assimilação do leitor da DC, o Caçador de Marte foi incorporado à equipe.


Durante quase 10 anos parei de comprar quadrinhos regularmente e passei apenas a comprar uma edição especial ou outra que surgia com um autor/artista que já conhecia. Tudo mudou quando comecei a baixar quadrinhos e percebi que havia perdido muita coisa boa no final dos anos 90 e início dos 2000. E voltei a comprar quadrinhos regularmente graças a possibilidade de poder conferir novos roteiristas e ilustradores.

E um dos quadrinhos de supers que mais me impressionou na época foi o Stormwatch de Warren Ellis, que em seguida se transformou no The Authority, ainda sob a batuta de Ellis e Bryan Hitch. Ambos deixaram o título mas foram substituídos pelos igualmente extraordinários Mark Millar e Frank Quietely. Colocando seus superpoderosos personagens convivendo com figura políticas e celebridades de nossa sociedade contemporânea, os quatro fantásticos autores seguiram um pouco a linha aberta por Alan Moore em Watchmen criando consequências reais para a existência de superseres. Cidades arrasadas, milhões de mortes, evacuações, sexualidade, drogas, polêmicas, política... tudo entrava na trama e levava para um único caminho: a dominação do mundo pelos super-heróis. Também outra ideia de Moore (Miracleman). Tudo isso em histórias tão empolgantes e divertidas quanto assistir aos melhores filmes da Marvel.


A arte de Miguel Sepulveda é boa, mas confesso que o excesso de detalhes na maioria dos quadros me incomoda. 
Aqui, um dos poucos quadros com enquadramento bem pensado e sem exageros.


E eis que me deparo com a nova releitura do The Authority, agora renomeado Stormwatch, mas com praticamente os mesmos membros do primeiro.  Na tentativa de renovar constantemente histórias de origens e personagens para conquistar novos leitores e manter o interesse dos fãs veteranos, Marvel e DC, de 2000 pra cá, tem criado todo tipo de motivo (bons e ruins) para renovarem seus heróis.

Bem, dessa vez eles colocaram um grupo de super-heróis que era produzido para um público mais inteligente e o repaginaram para mentes menos exigentes. Não basta manter dois personagens gays para fingir que as histórias são adultas se todo o resto não é. O que o antigo The Authority tinha de diálogos espertos e de humor negro, esse tem de excesso de explicações e diálogos desnecessários. Em alguns momentos eu achava que Stan Lee tinha escrito o roteiro, de tantos balões entupindo as páginas. E o pior é que a história de abertura é de Peter Milligan, que é um autor que tanto entrega obras-primas como Enigma quanto porcarias como Namor.


As explicações sobre o porque e como as coisas acontecem, em geral, são uma mistura pseudo-ciência e pura enrolação para encher linguiça. Não teria problema se as ideias fossem originais e instigantes.


E não bastassem descaracterizar o grupo em seu visual, Meia-Noite agora tem um uniforme cheio de tachas enormes, com um design de mau gosto que lembra os anos 70. E agora, o Stormwatch, que era do selo Wildstorm, faz parte do selo DC, habitando a mesma Terra onde atuam Batman e Super-Homem, sendo que Meia-Noite a Apolo já são uma cópia gay de ambos. A existência do Stormwatch é explicada sem muita convicção dizendo que eles existem há milênios para proteger a Terra de invasões alienígenas, sendo que todos os leitores sabem que quem faz isso é tanto a Liga da Justiça quanto Superman ou Lanterna Verde sozinhos.  A desculpa é que eles lidam com alienígenas mais agressivos, mas ao ler as aventuras chatas desse novo Stormwatch, não dá pra levar a sério essa desculpa.

Dos 7 números que compreendem o Vol. 1, nenhuma história me empolgou ou me divertiu, apenas me entediou. Já comecei a ler o Vol. 2, mas até o momento não estou notando melhoras.
     
O título acabou no número 30. 
Pelo visto, as histórias não melhoraram mesmo.

Clique nas imagens para ampliá-las.


sábado, 16 de julho de 2016

ENTRE ABISMOS - Conto



ENTRE ABISMOS

Jerri Dias


Entre as membranas a Consciência é. Não sabe o quê. Apenas é. Não existem palavras para descrever-se ou para descrever. Sem memória. Sem passado. Sem presente. Sem futuro. Sem tempo. Sem corpo.

Apenas um vago desconforto, mas ela não sabe de onde vem ou porquê.

O desconforto cresce, a Consciência, como que por instinto, decide explorar ao redor. Após um bilhão de anos ou um minuto ela avista um ponto diminuto. O ponto pode estar a trilhões de quilômetros ou a poucos metro de distância, mas tempo e espaço não são conceitos conhecidos pela Consciência. Ela alcança o ponto, um pequeno rasgo na membrana.

E olha dentro do abismo.

Ela não sabe o que vê, e mesmo se soubesse,  ela não tem uma linguagem para se exprimir. Mas após permanecer ali o suficiente, olhando com curiosidade para dentro do abismo, a Consciência desenvolve uma linguagem primitiva própria e começa a nomear o que observa. Fascinada, a Consciência se dedica a observar o abismo e tudo que acontece dentro dele.

Até que subitamente os eventos deixam de acontecer dentro do abismo. Dos mais ínfimos aos mais gigantescos, tudo cessa. A Consciência nada sente, apenas continua observando o abismo vazio. Até que novamente seu instinto lhe impele a mais explorações e ela, eventualmente, encontra mais um ponto que lhe permite observar um outro abismo. Ela nota que esse abismo é diferente do outro, mas não sabe como nem porquê. E nem se importa. A Consciência permanece ali até que o abismo se esgote em si mesmo.

A Consciência descobre muitos outros abismos. Todos diferentes uns dos outros, todos únicos. A Consciência, agora, já conhece todos os abismos. E todos os abismos cessaram seus eventos. Não são mais. Ela já sabe o suficiente, mas saber não é o suficiente. Entediada de apenas saber e nada sentir, a Consciência força a membrana. A membrana resiste.

Mas a Consciência descobrira um propósito para sua existência. Ela não mais seria uma mera observadora, agora seria protagonista. E ela rompe a membrana.

Um rasgo diminuto, mas suficiente.

Ela espreme-se pelo ponto até sair do outro lado, espalhando-se rapidamente no abismo vazio. A Consciência experimenta a luz pela primeira vez. Em seguida vem o calor. A Consciência está em êxtase. Ela sente a fragmentação de seu conhecimento em um número infinito de filamentos de seu ser. Esses filamentos se espalham e se aglutinam aleatoriamente, carregando os estilhaços da Consciência para toda parte. Os filamentos se aglomeram, dando origem a estranhas formas.  

A Consciência não sabe o que virá em seguida.  Apenas pressente, à medida em que é dilacerada por forças que não compreende, que esse será o abismo mais interessante de todos. 


Porto Alegre, 4 de julho de 2016. 

 

JAIME BROCAL - Galeria



Jaime Brocal Remohí (1936 - 2002) foi um artista espanhol publicado por grandes editoras americanas e européias como Warren, Darguaud, Epic e Heavy Metal. Seus bárbaros sisudos e mulheres sensuais o fizeram um dos ilustradores favoritos dos fãs de fantasia épica e heróica. Um grande talento com o bico de pena e o pincel o alçaram a condição de um dos maiores artistas de seu gênero no século XX.

Nos anos 60, Brocal pegou o gosto pela fantasia heróica e fã de Robert E. Howard, criou, nos anos 70, o bárbaro Kronan. Nada a a ver com Conan, já que estamos falando de um bárbaro ruivo. Acho que naquela época as ações legais entre editoras eram bem menores do que hoje... Ao mesmo tempo produzia histórias de horror para a Warren, publicadas aqui na saudosa revista Krypta.  

Depois de Kronan, Brocal ainda criou mais dois heróis bárbaros, Arcane e Ta-ar, sempre com muita violência e corpos semi nus e sensuais. 

Brocal também ilustrou diversos livros baseados em figuras históricas como Gandhi e  Lawrence da Arábia. Além disso, fez adaptações de livros como O Último dos Moicanos e Tarzan.

Ta-ar foi publicado até o ano de 1988, quando Brocal então deixou a Dargaud alegando diferenças criativas. No final da carreira, o artista se dedicou principalmente à produzir capas e ilustrações para editoras diversas até o ano de 1997. Morreu em 2002, aos 66 anos de idade em Valência, na Espanha. Seu trabalho foi publicado em coletâneas e continua uma grande referência para artistas do gênero até hoje.










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