sábado, 17 de junho de 2017

PANTERA NEGRA - trailer


Mal saiu o trailer de Pantera Negra e alguns racistas andaram reclamando de que o filme tem negros demais. 90% dos filmes americanos é composto de elenco majoritariamente branco, mas basta aparecer um filme diferente que aí não pode.


SOCIEDADE DA VIRTUDE - Animação


O diretor e um dos idealizadores do PORTA DO FUNDOS, Ian SBF escreve e dirige essa série nacional tipo exportação (em inglês com legendas em português) sobre super-heróis.

Deixo aqui o trailer e os dois primeiros episódios dessa genial paródia sobre o universo super-heróico.





sexta-feira, 2 de junho de 2017

VALERIAN E A CIDADE DOS MIL PLANETAS - Trailer



Valerian é um dos mais conhecidos quadrinhos franceses de ficção científica e essa superprodução parece fazer justiça à obra do grande roteirista Pierre Christin e do ilustrador Jean-Claude Meziéres. Apesar de tudo, confesso que tenho medo da direção de Luc Besson, que costumo achar muito artificial, especialmente quando ele trabalha com excesso de efeitos especiais e esquece de focar nos personagens em favor da ação hiperbólica. Espero estar errado.




NATALIE PORTMAN - Galeria



Natalie Hershlag nasceu em 1981 em Jerusalem, Israel. Sim, ela é israelense e o sobrenome Portman foi adotado após ela começar a trabalhar em filmes e para que não fosse importunada ou reconhecida no colégio, onde usava seu nome de batismo.

Aos 11 anos foi descoberta por um agente de modelos em um pizzaria e embora tenham tentando emplacá-la nessa carreira, ela mesmo preferiu tentar ser atriz. Após alguma prática no teatro, ela estreou no cult movie O Profissional (Leon, 1994) aos 13 anos. Apesar de eu achar que o filme tem um roteiro ruim, eu fiquei hipnotizado com a presença dela na época. Pois é, muito adulto ficou meio envergonhado de sua fascinação por ela na época. Foi a Chloe Moretz dos anos 90.

Da mesma forma ela atraiu olhares de grandes diretores da época e lá foi ela trabalhar com Martin Scorsese (Fogo Contra Fogo) e Tim Burton (Marte Ataca!).  Nessa época ela já era vegetariana há alguns anos  e em 2009 assumiu o veganismo e hoje tem até sua marca de calçados veganos.

Em 1998 ela foi escalada para ser a futura mãe da Princesa Leia na mega aguardada "continuação" de Star Wars. Infelizmente os filmes ficaram muito abaixo do nível da trilogia original e a carreira de Portman quase acabou por conta da nova trilogia, pois como Lucas não dirigia atores, ela foi deixada a própria sorte e entregou uma performance fraca durante anos seguidos. Sua sorte mudou em 2004, quando Mike Nichols a chamou para atuar em Closer: Perto Demais e pode comprovar seu talento para papeis dramáticos.

Finalmente, em 2010, Darren Aranofski a catapultou ao Oscar com seu filme Cisne Negro. Depois de receber o cobiçado troféu de Melhor Atriz, ela não fez boas escolhas e atuou em filmes que não fizeram muito sucesso com a crítica ou que a deixassem explorar seu potencial. Blockbusters como a franquia Thor da Marvel a mantém visível, mas não garantem muito mais do que um bom contracheque.  Mas eis que em 2016 ela é indicada para o Oscar novamente por Jackie. O que demonstra que ela ainda tem fôlego, basta escolher os filmes certos. 










Clique para ampliar.



sexta-feira, 26 de maio de 2017

SUPERGIRL (EUA, 2015 - ) - 1ª Temporada

Você vai acreditar que uma mulher pode voar.
A Personagem

Nos quadrinhos, Supergirl fez parte da leva da família de kryptonianos que viviam surgindo na Era de Prata, incluindo até mesmo um Super-Cavalo. Criada em 1958, ela é certamente a melhor e mais duradoura personagem dessa fase um tanto sem noção.  Embora ela tenha tido diversas variações e nomes diferentes ao longo das décadas, Kara Zor-El é o mais popular. Nos quadrinhos, sua melhor fase foi a escrita por Peter David e ilustrada por Gray Frank (foi publicada pela editora Abril).


 Capa original da primeira aparição de Supergirl.

A Série

Atenção: contém spoilers.

Como Flash, Supergirl também se baseia no carisma e simpatia de sua protagonista, Melissa Benoist. Apesar de ter menos dramaticidade do que Flash, a intenção da série é justamente ser mais leve e ingênua do que as demais séries da DC produzidas pela Warner. Uma resposta dos produtores ao tom mais sombrio e tenso do Superman dos filmes da DC no cinema? Provavelmente.

O fato é que o público está gostando das aventuras de Garota de Aço e como a própria série faz questão de apontar, o empoderamento feminino também faz parte da narrativa. Um ótimo exemplo para o público jovem feminino.  E para os rapazes também.

Ótimo poster promocional emulando capa de quadrinhos e a famosa corrida entre Flash e Superman.

Na primeira temporada, Supergirl revela sua existência para a humanidade (embora suas ações acabem basicamente restritas à National City por conta do orçamento), enfrenta vilões kryptonianos que estão há muitos anos no planeta (e que por alguma razão não conseguiram derrotar Superman nem conquistar o planeta pela força), se associa a uma agência secreta responsável por monitorar e prender criminosos alienígenas (um MIB metido a sério), conhece O Caçador de Marte (que mesmo quando não precisa, faz questão de permanecer humano) e finalmente tem um crossover divertido com Flash (Grant Gustin) no episódio Melhores do Mundo (Aeeeeee).

Além de muitas referências aos filmes, séries passadas e quadrinhos, o elenco conta com participações pontuais de Helen Slater (a Supergirl cinematográfica de 1984) e Dean Cain (o Kael-El de Lois & Clark - As Aventuras de Superman, série dos anos 90). A primeira temporada também conta com a atriz Laura Vandervoort (a Supergirl de Smallville) como Indigo, uma versão feminina de Brainiac com um visual completamente Mystique (versão cinematográfica). E entre os muitos atores, duas curiosidades bizarras: uma atriz chamada Harley Quinn Smith e um ator chamado Justice Leak (de Justice League?).

 Boa parte do orçamento vai em efeitos especiais.
Embora alguns fiquem acima da média, sempre tem aquelas cenas em que você nota a falta de grana.

Apesar dos 3 milhões de orçamento por episódio serem um valor bem alto para uma série de TV, a série sempre deixa a desejar nas sequências de lutas, mesmo comparadas com o Superman II com Christopher Reeve. Golpes que deveriam mandar adversários dezenas de metros para trás ou afundá-los no asfalto, não são diferentes de nenhuma briga entre mortais comuns. Isso até acontece, mas com muita economia. Uma solução simples, rápida e barata para isso seria tremer a cena digitalmente para dar a impressão de onda de choque e adicionar um som impactante a cada golpe. Também colocar um flash branco (como faziam nos desenhos da Liga) no momento do impacto de um golpe não faria mal algum. Isso tem o custo zero de alguns frames em branco.

A primeira temporada ficou em 39º lugar entre as mais assistidas e manteve uma média de quase 10 milhões de espectadores.  Mas a renovação para a segunda temporada só foi possível porque os produtores conseguiram reduzir seus custos originais ao se mudar para Vancouver, no Canadá, local onde muitas séries americanas são gravadas por conta de mão de obra mais barata. Isso fez com que Calista Flochart (Cat Grant) deixasse a série porque ela estipulou em contrato que só  trabalharia nela se permanecesse em Los Angeles. Mas foi acordado que ela viajaria para o Canadá para participações especiais na segunda temporada.

Com participação do próprio Superman, Flash e outros heróis na segunda temporada, Supergirl tem potencial para voar mais alto se diminuir um pouco certos draminhas bobos dos personagens e se concentrar em diálogos mais divertidos (não necessariamente engraçados).  


O trailer foi criado para chamar o público feminino e dá a impressão de uma comédia romântica com música pop de mau gosto, mas o seriado consegue ir um pouco mais além disso.


Quando eu acabar de assistir a segunda temporada, tem mais.  
   

terça-feira, 16 de maio de 2017

THE ORVILLE - Trailer


Depois do excelente Heróis Fora de Órbita (Galaxy Quest, 1999), finalmente alguém (Seth MacFarlane) percebeu que já tinha passado da hora de fazer uma nova paródia de Star Trek. Mas desta vez, para a TV. Mais uma série pra lista. 

A COMPANHEIRA DO FUTURO - Tecnologia




Sabe aquela pessoa que é ligada na tomada 220V?

Matéria originalmente publicada no G1. 
Com comentários meus nas fotos e entre parênteses.

O engenheiro catalão Sergi Santos, que mora em Rubi, no norte de Barcelona, construiu uma boneca sexual com inteligência artificial. A boneca chamada Samantha consegue responder a diferentes estímulos verbais.
(Ele não disse que tipo de estímulos verbais. Seria algo tipo "tô carente", "eu te amo, você me ama?", "faz um boquete"?)

A boneca criada pelo engenheiro especializado em nanotecnologia pesa 40 quilos, tem olhos verdes e cabelo longo.
(Mas não tem bom gosto pra roupas.)


Ele acredita que sua criação poderá ajudará a muitas pessoas que sofrem com a falta de afeto.
(No meu tempo essa falta de afeto tinha outro nome.)

Santos espera atrair investimentos para o projeto e, dessa forma, converter este protótipo em um produto personalizado para cada cliente.
(Já comecei a juntar dinheiro.)


Sergi mostra ao repórter como ensinou Samantha a fazer um boquete. 
"Eu ensinei com o dedo primeiro, porquê tinha medo de levar choque no pau."



domingo, 14 de maio de 2017

A VIGILANTE DO AMANHÃ - trailer


Confesso que apesar do design primoroso, acho a animação original meio chata. Acredito que o filme possa ser mais dinâmico nesse sentido, mas parece que não agradou nem aos fãs e nem aos não-iniciados.




Planeta próximo à Terra pode ter atmosfera com água e metano - Ciência

 Representação artística de Gliese 132 b.


por Leticia Fuentes (revista Veja)

Link original aqui.

Com um peso semelhante ao da Terra e um diâmetro apenas 50% maior, o Gliese 1132 b é possivelmente um dos planetas mais parecidos ao nosso já encontrados. Depois de analisar atentamente sua atmosfera, um grupo de cientistas europeus acredita ter encontrado indícios da presença de água e metano. O estudo está passando por revisão e será publicado no The Astrophysical Journal.

“Nós mostramos que um planeta com a massa da Terra é capaz de sustentar uma atmosfera densa”, diz à Scientific American John Southworth, conferencista em astrofísica na Universidade de Keele, na Inglaterra, e líder da pesquisa.

Com descobertas cada vez mais frequentes de exoplanetas que apresentam condições favoráveis para abrigar uma atmosfera habitável, uma nova barreira está sendo ultrapassada pelos cientistas ao estudar um astro com um tamanho próximo ao da Terra. A maioria dos candidatos a esse título já descobertos são muito maiores e mais quentes do que o nosso planeta. O primeiro exoplaneta potencialmente habitável a apresentar um diâmetro semelhante à Terra foi o Kepler-186f.

O Gliese 1132 b, no entanto, é relativamente fácil de ser estudado, já que fica a apenas 39 anos-luz da Terra (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros), uma distância próxima em termos cósmicos. Ele também apresenta a vantagem de orbitar uma estrela-anã do tipo M, que corresponde às menores e mais frias estrelas, sendo mais fácil para os astrônomos investigarem a atmosfera do planeta. O problema, no entanto, é que planetas do tamanho da Terra que orbitam esses astros geralmente não conseguem sustentar uma atmosfera por causa da atividade intensa de suas estrelas.




Como os cientistas acreditam que possa ser o pôr-do-sol em outros planetas supostamente habitáveis já descobertos em comparação com a Terra.


Parente próximo

Segundo a Scientific American, a equipe estudou a atmosfera do Gliese 1132 b usando uma variação de um método utilizado para identificar exoplanetas, baseado no trânsito do corpo celeste ao redor de sua estrela visto da Terra. Quando o planeta se movimenta, ele bloqueia uma porção da luz emitida pela estrela, lançando uma sombra em direção ao nosso sistema solar. A atmosfera do planeta absorve uma pequena parcela dessa luz perto dos limites da sombra, filtrando certos comprimentos de onda de acordo com sua composição – e é por meio da observação desse fenômeno que os cientistas conseguem descobrir os elementos presentes.

Usando o telescópio MPG/ESO, localizado no Observatório Europeu do Sul (ESO, sigla em inglês) no Chile, a equipe monitorou nove passagens do Gliese 1132 b por uma grande variação de comprimentos de onda, incluindo óticos e infravermelhos. Com as medições, os cientistas projetaram um espectro simples, que mostra a quantidade de luz a cada comprimento de onda. Em alguns deles, os resultados mostraram uma maior absorção, indicando a possibilidade de existir água, metano ou ambos na atmosfera do planeta, em quantidades semelhantes às presentes no ar da Terra.

Com os dados, os astrônomos também conseguem estimar a densidade do corpo celeste, assim como sua possível composição. Considerando que a atmosfera pode conter vapor d’água, um possível modelo sugere que o Gliese 1132 b se pareça a um oásis vaporoso, com uma quantidade considerável de água em volta de um núcleo rochoso. Os cientistas afirmam que outros modelos, com uma proporção maior de rochas, também sejam possíveis, embora não se possa confirmar a composição exata do interior do planeta.