sábado, 21 de outubro de 2017

SIDEKICK - Curta



Curta-metragem interessante que remete a série INVENCÍVEL e a história curta O GAROTO QUE COLECIONAVA HOMEM-ARANHA. Apesar de uma concepção um tanto machista de mundo, o curta comove pela simplicidade, pela boa produção e boas atuações. Destaque para as participações de Emily Bett Rickards (Arrow) e Tom Cavanagh (The Flash). 



terça-feira, 10 de outubro de 2017

CLÓVIS DE BARROS FILHO - Filosofia




terça-feira, 3 de outubro de 2017

ABIGAIL RATCHFORD - Galeria

 Clique para ampliar.


Segundo alguns, essa modelo e celebridade de redes sociais de 24 anos, é um amálgama de Kim Kardashian e Megan Fox, com as curvas da primeira e a beleza da segunda.

Não sei o quanto ali é natural ou fabricado nas melhores clínicas cosméticas, mas o corpo dessa estonteante modelo que já pareceu na Playboy e diversas outras revistas masculinas, está no limite da voluptuosidade e qualquer centímetro ou cirurgia a mais pode fazer um estrago e deixá-la mais deformada do que desejável de fato.  

Confira a bela seleção de imagens abaixo.










 

Para quem gostou, deixo os links dela no Facebook e Instagram.

Abigail Ratchford - Facebook

Abigail Ratchford - Instagram






sábado, 16 de setembro de 2017

COMO DISCUTIR A RELAÇÃO PARA TENTAR UM RECOMEÇO - Relacionamento







1.  Coisas pelas quais você gostaria de ser apreciado(a)...

Este não é um momento para ser vingativo ou autopiedoso.  Passar batido e ser tomado como certo  e garantido é inevitável em uma relação estável. É importante saber drenar o lago de amargura falando o que nós sentimos que contribuimos para a relação e no que somos bons. No começo do relacionamento, o que era bom sobre ambos era automaticamente óbvio. Mas com o tempo, ficamos mimados. 

2. Quando eu entro em pânico, eu...
Quando nos sentimos pressionados, somos todos capazes de agir de maneiras bem ardilosas. Nos momentos mais calmos,  nós devemos  estar prontos para aceitar nossas excentricidades com elegância. Nós estamos tentando montar nosso próprio manual de tradução, e colocar algumas das coisas menos bonitas do nosso comportamento é menos alarmante e um pouco mais perdoável.

3. Eu provavelmente seria mais normal se o que vou contar não tivesse acontecido na minha infância...

Conhecer o passado de nosso(a) companheiro(a) pode mudar nossas ideias sobre seu comportamento atual. Eles podem não estar apenas sendo complicados, eles podem estar lutando com um legado complexo de seu passado e ainda não sabem como lidar com isso.

4. Pelo que eu gostaria de ser perdoado...

Em nossos momentos mais honestos, nós sabemos que trouxemos determinados problemas para a vida da pessoas amada. Seria estranho se isso não acontecesse. Somos indivíduos complexos, estamos longe de sermos perfeitos. Vamos tentar ser melhores, se nos derem uma chance.

5. Eu gostaria que você percebesse que me magoa quando...

Nós carregamos mágoas que sentimos dificuldade de articular. O que importa é que cada pessoa possa ser escutada e possa mostrar onde os outros a magoaram. Esse exercício não deve reiniciar problemas ou traumas. Ele deve ser feito para tentar solucioná-los de uma vez por todas. E deve ser repetido regulamente, uma vez por semana.

6.  Você me ajudaria a mudar se você...

Nós queremos mudar, mas não conseguimos isso sozinhos. Precisamos da ajuda do outro e que ele se comporte de um jeito que nos aproxime. Ao dizer que existe algo que queremos mudar, não estamos fazendo uma promessa que conseguiremos isso facilmente. Estamos mostrando que não somos indiferentes às nossas próprias falhas.

7. O que eu mais sentiria falta de você seria...

Imagine que você nunca mais viu seu companheiro(a) e através da distância e do tempo pudesse pensar sobre o relacionamento. Do que você sentiria falta?


Texto retirado do vídeo abaixo, do canal the School of Life, um canal com centenas de vídeos sobre questões pessoais e relacionamentos através de uma ótica psicofilosófica que busca aprimorar a Inteligência Emocional nas pessoas. Muitos dos vídeos tem legendas em português.


domingo, 3 de setembro de 2017

POEMEUS

 David LaChapelle


VIDA URBANA

Estou só
A solidão é minha companheira
E almoço a morte
Todos os dias



O VICIOSO CÍRCULO DA LOUCURA

Louco
Eu fico louco
De tanto ouvir você dizer
Louco
Eu fico louco



BARREIRAS

A Evolução
É rápida como o vento
Mas nós criamos barreiras
Contra o vento

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

PALEONTOLOGIA - Notícias


 Razanandrongobe sakalavae.
 
O parente de crocodilos que aterrorizou dinossauros na Madagascar pré-histórica 
 
 

Cerca de 165 milhões de anos atrás, no meio do período Jurássico, Madagascar era um lugar estranho. A ilha famosa por seu tamanho ainda se separava tectonicamente da Índia e da África, abarrotada com o resto do supercontinente sul de Gondwana. Os primatas ainda não haviam evoluído, e as flores sequer existiam. Essa Madagascar, em vez disso, existia com uma espetacular diversidade de dinossauros e répteis, correndo pela poeira e subindo florestas acima. Mas tudo o que escapa furtivamente, salta e se move lentamente sob o forte sol desse teatro malgaxe está unido em uma cautela inabalável com o predador mais temido da região: o Razanandrongobe sakalavae, um enorme e terrestre parente dos crocodilos.

Os restos fossilizados e fragmentados desse crocodilo terrível foram descritos em um novo estudo no periódico PeerJpor uma equipe de paleontólogos italianos e franceses. A espécie foi documentada pela primeira vez há mais de uma década, mas devido a limitações dos fósseis, sua classificação específica era desconhecida. Até agora, não estava claro se o Razana (apelido dado à criatura) era um dinossauro terópoda carnívoro enorme ou algum outro tipo de réptil. Novos fósseis de mandíbulas e dentes, coletados da mesma região do noroeste de Madagascar onde os primeiros fósseis foram encontrados, revelam que o Razanandrongobe sakalavae — o "ancestral de lagarto gigante da região de Sakalava" — era na verdade um parente dos crocodilos e jacarés de hoje em dia.


Os fósseis encontrados.

Reconstrução das mandíbulas dos Razanandrongobe sakalavae, incluindo a hemi-arcada esquerda, a pré-maxila direita (cortesia do Museu de História Natural de Toulouse) e suas cópias contra-laterais (em cinza), impressas em 3D a partir de dados de tomografia computadorizada do FabLab Milan, montadas depois no Museu de História Natural de Milão. Crédito: Giovanni Bindellini.
Considerando que o Razana tinha dentes tão aterrorizantes que faria até um T.Rex ruborescer, é talvez um pouco surpreendente que o rosto malvado apresentado pelos fósseis não pertença a um dinossauro predador. Mas o Razana vem de uma época em que a linhagem familiar do crocodilo estava cheia de criaturas que não estavam contentes em esperar à beira d'água pela "entrega" de sua presa.

O Razana era um "notosuchia", um grupo de de crocodilianos que se distinguia de seus primos próximos de algumas maneiras importantes. Por exemplo, o Razana e outros notosuchias eram especializados para a vida terrestre. Suas pernas ficavam retas e eretas sob seus corpos, permitindo-lhes galopar e correr atrás da presa de maneira firme, atlética, bem diferente de um crocodilo. Notosuchias como o Razana também tinham crânios elevados, fazendo-os parecer mais com um Velociraptor e menos como um monstro do pântano. Os notosuchias eram ferozes predadores que ocupavam todo o supercontinente da Gondwana durante a última metade da Era Mesozoica, mas novas descobertas mostram que nenhum desses crocodilos eram tão formidáveis quanto o monstro de Madagascar.


Tamanho comparativo com uma nativa humana de Madagascar.


O Razanandrongobe era enorme, talvez maior do que qualquer outro notosuchia conhecido. Embora seja difícil determinar o tamanho exato de um animal baseado em restos incompletos, as porções recuperadas da cabeça do Razana ajudam a desenhar a imagem de um carnívoro que devia ser uma adição aterrorizante à fauna da antiga Madagascar, um conjunto que incluía predadores de primeira classe como os abelissauros e ceratossauros do tamanho de picapes. O Razanandrongobe tinha uma cabeça do tamanho de uma máquina de lavar, que a evolução havia equipado com dentes serrados do tamanho de bananas. Esses mastigadores eram resilientes e rudes o bastante, defendem os pesquisadores, a ponto de o antigo Razana ter sido capaz de pulverizar e engolir ossos e tendões, além de pedaços da carne de suas presas. Essa máquina temível, uma vez ligada ao chassi padrão e ágil de um notosuchia, provavelmente tornou o Razana o maior e mais terrível predador de seu ecossistema.

Restauração paleoartística do Razanandrongobe sakalavae varrendo uma carcaça de saurópode no período Jurássico de Madagascar. Diferentemente dos crocodilianos existentes, esse predador terrestre tinha um crânio profundo e andava sobre membros eretos. Crédito: Fabio Manucci.
"O 'Razana' conseguia superar mesmo os dinossauros terópodas, no topo da cadeia alimentar", disse Cristiano Dal Sasso, paleontólogo do Museu de História Natural de Milão e primeiro autor no novo estudo, em comunicado à imprensa.


Dentes do tamanho de bananas.


Um não-dinossauro caçando e comendo dinossauros não encaixa bem com a ideia tradicional de que os dinossauros reinaram na ecologia terrestre por 135 milhões de anos. Mas, como a ciência rapidamente está descobrindo, a realidade das relações entre grupos animais durante esse período foi um pouco mais complicada do que o que se pensava. Embora os dinossauros fossem especialmente proeminentes e diversos nos períodos Jurássico e Cretáceo, ainda havia muita mobilidade dentro da cadeia alimentar para os que corriam por fora. O Razanandrongobe é apenas um exemplo de rejeição ao regime 'dinossauriano', um exemplo que faz companhia a outros crocodilianos antigas que deram trabalho para os dinossauros. Sebecosuchias (parentes próximos dos notosuchias) como o baurusuchus caçavam dinossauros menores no fim do Cretáceo no Brasil, patrulhando a paisagem como lobos blindados. Esses primos crocodilianos terrestres se saíram tão bem que alguns sobreviveram na América do Sul milhões de anos depois da extinção dos dinossauros. O "SuperCroc" da África, o sarcosuchus, tinha o tamanho de um ônibus escolar e matava e comia dinossauros.

Mesmo mamíferos, supostamente os azarões da Era Mesozoica, ocasionalmente tinham seu dia ao sol: o repenomamus, um vombate assassino de cerca de 130 milhões de anos, foi descoberto com os restos de um bebê dinossauro fossilizado em sua barriga. O beelzebufo, maior espécie conhecida de sapo, viveu em Madagascar em um período pouco após o Razana; era grande, carnívoro e quase certamente comia filhotes de dinossauro. O "Razana" se encaixa perfeitamente na visão emergente de uma Era dos Dinossauros em que a cadeia alimentar não era tão desigual.

Jake Buehler é um jornalista científico de Seattle com uma obsessão pelas histórias mais estranhas e pouco reconhecidas da biologia.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

RÍDICULO POLÍTICO - Livro



Por Leandro Fontoura para o site ZH.

Um espectro ronda a política – o espectro do ridículo político. Esse fenômeno, que se revela em elogios à tortura no Congresso brasileiro, no governo de Donald Trump nos Estados Unidos e em outras manifestações, ganha uma análise consistente no mais novo livro de Marcia Tiburi, que autografa a obra nesta segunda (3) em Porto Alegre.

A filósofa, que no ensaio anterior havia se dedicado ao fascismo, mostra-se agora preocupada com um contexto em que a regra é não tratar a política com seriedade. Ao longo das mais de 200 páginas de Ridículo Político, Marcia expõe uma cadeia de fenômenos que, na sua visão, tornam o cidadão um ser apático e submisso e colocam a democracia em risco. O argumento é construído a partir de conceitos simples, para que possam ser amplamente compreendidos.

O livro trata de vergonha alheia, elite brega, cidadão otário, madamismo (culto à vida de madame), filosofia do rolê, falação de merda, minotaura, Valesca Popozuda, ipanemismo (relativo ao bairro de classe média carioca) e esteticomania. As teses são apresentadas em cadeia, uma levando à outra, em capítulos curtos. Essa opção da autora por termos populares e tópicos enxutos talvez tenha como influência sua experiência na mídia. Acostumada com programas de TV, entrevistas e palestras disputadas, Marcia é muitas vezes reconhecida como pensadora pop, integrante de uma turma que inclui Leandro Karnal, Luiz Felipe Pondé e Mario Sergio Cortella.

Mas o livro mostra uma ensaísta extremamente dura em relação à mídia e à sua moldura, o capitalismo. A obra dialoga com Theodor Adorno e Max Horkheimer, expoentes da Escola de Frankfurt e primeiros críticos, ainda na década de 1930, da indústria cultural, máquina capaz de transformar a arte em uma linha de produção de mercadorias. O francês Guy Debord, estudioso da sociedade do espetáculo, completa o trio de teóricos que inspiram a autora.



A filósofa mais influente da mídia brasileira contemporânea.


No final dos anos 1960, Debord apontou que, na sociedade capitalista, as relações sociais passaram a ser mediadas pelas imagens. Para ele, a realidade, o cotidiano das pessoas, é influenciada pela lógica mercadológica, borrando as fronteiras entre essência e aparência. A partir daí, Marcia sugere que, se a questão central hoje é aparecer, torna-se necessário acabar com os constrangimentos humanos que prejudicam a realização dessa regra social.

O primeiro efeito é o fim da vergonha, resultado que permite ao ridículo sair do armário sem qualquer inibição. O ridículo, aquilo que inicialmente não deveria ser visto por causar embaraços e desprazer, torna-se, assim, normal e estratégia de sobrevivência no mundo das imagens, da exposição total e do chamar atenção a qualquer preço. "Criamos uma espécie de dialética perversa entre amar a própria imagem, sermos vistos e acreditarmos que isso assegura, de algum modo, nosso existir", descreve a filósofa. Essa dinâmica, continua a autora, perpassa, nas diferentes classes sociais, diversas situações da vida cotidiana, como a necessidade de ostentar o próprio gosto, ouvindo música alta em local público, por exemplo. Há ainda o narcisismo nas redes sociais, as selfies, a plastificação do corpo e o culto ao exercício físico no qual não é a saúde a principal preocupação, mas sim a "servidão à imagem".

Marcia mostra como o ridículo passou a ser instrumentalizado na política. A política, transformada pela racionalidade publicitária, deixa de ser vista como uma "construção universal". O espetáculo deturpa a política e os direitos de aparecer, de se expressar, de representar e de ser representado. Esse contexto abre espaço ao bufão, o político que, utilizando o ridículo como capital eleitoral, brinca nos momentos em que deveria haver seriedade e encanta quem já não vê a política como o diálogo que nos torna humanos. O bufão é um personagem quase de ficção, simpático e populista, que, por tanta ¿falação de merda¿, não parece estar dizendo a verdade. Idiotizados pela estetização da política e pelo sistema neoliberal, os eleitores não acreditariam que os líderes que apoiam sejam de fato fascistas, homofóbicos e machistas. Se não levam a sério quem se propõe a liderar, também lavam as mãos de qualquer responsabilidade nas escolhas. Para Marcia, há nisso um risco altíssimo: "Assim, sem ter para onde ir, desarvorados, apatetados, muitos preferem cancelar a política, tomando-a como aquilo que faz mal, quando, na verdade, a reinvenção da experiência política seria a única chance de produzir algo de bom, enquanto seres sociais, seres relacionados uns aos outros, que, necessariamente, terão de compartilhar o mesmo espaço. Ou consumir-se em guerra".

TRECHO:
"O termo ridículo é usado tanto para falar de algo insignificante, daquilo que não faria diferença, quanto para dar sinal de uma cena escandalosa. Neste livro, quer-se compreender seu potencial intimamente ligado, em nosso tempo, ao que podemos denominar o momento publicitário da política, que muito tem contribuído para a aniquilação de sua própria ideia como algo positivo. O problema é que a política não é algo que se destrói, mas algo que se transforma, e, nesse caso, podemos dizer que o ridículo político é sua deturpação. O que vem a ser política na era da racionalidade publicitária é a nossa questão. O ridículo político é um efeito da deturpação da política na era do espetáculo; é a deturpação do direto a aparecer, bem como do direito à expressão, do direito de representar e ser representado. Ridículo político seria, portanto, a forma visível da crise do político enquanto o poder o utiliza justamente para acobertar a crise."