quinta-feira, 30 de outubro de 2008

ELES ESTÃO LEVANDO OS HOBBITS PARA ISENGARD - Comédia



Este vídeo clip ultra-simpático e hilário foi feito apenas com criatividade na edição e um teclado. Se você curtiu a trilogia do Senhor dos Anéis, certamente vai gostar dessa brincadeira.

E mais uma coluna inédita no site.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

CAPRICHO 942

Arte de Michael Hoffman

Em mais um furo de reportagem, encontrei o mentor dessa onda de beijos na marra. Está tudo aqui, nesta entrevista que intitulei...

DE VOLTA AO PLANETA DOS MACACOS


Capricho: Para começar, qual o seu nome, o que você faz da vida fora agarrar as meninas?

Beto: Hu-hu...Beto Simius...hu! Sô istudante. Colégio partículá, viu?...hu!


C: E qual é o teu problema, não consegue levar uma menina só no papo?


Beto: Ugh! Claro qui consigu, ugh! Ontem mesmo peguei uma pelu pescoçu... hu-hu-hu!


C: Ouvi dizer que foi você que começou com essa “tática”...


Beto: É... hu! O pessoal qui tá dizendo isso, mas acho que foi mesmo.


C: E de onde você tirou essa idéia?


Beto: Ah, hu... isso eu vi num filme, onde uns carinha pegavam uma mina num barzinho.


C: Eles beijavam ela à força?


Beto: Ugh! Quer dizer, é! E daí eles (censurado) ela! Hu-hu!


C: Mas isso é estupro!


Beto: Isso aí, hu, situpro!


C: Quer dizer que daqui a pouco você pretende começar a abusar sexualmente das meninas?


Beto: Uh... se elas deixarem...hu.


C: Como assim?


Beto: Hu, elas deixam eu beijá, daqui a pocu vão tê qui deixá fazê tudu, hu!


C: Você não acha que seu lugar é no zoológico?


Beto: Hu, eu tô mesmu pensandu in fazê vestiba pra ser médicu de bichu, hu!

Jerri Dias não acredita mais em homo sapiens, só em neandertais.


Ah, post novo lá no blog da Capricho.

sábado, 25 de outubro de 2008

DA MINHA INCAPACIDADE

Arte de Kevin Nowlan

Esse texto foi escrito para a cadeira de Produção Textual quando eu cursei Letras na UFRGS. O tema proposto era sobre um "momento de descoberta que tenha levado algum tempo para se dar conta". Um tema meio cabeludo e um tanto vago e... bem, acabei escrevendo esse texto. Não sei se elé é um texto bacana, mas pelo menos acho que está bem escrito o suficiente para não ser chato. E tem post novo lá no blog da Capricho.

DA MINHA INCAPACIDADE

Quando soube do tema dessa dissertação, achei ok, embora de imediato não conseguisse relembrar de nenhum fato relevante que tenha levado semanas, meses ou anos para compreendê-lo. Ao aproximar-se o prazo de entrega, tentei buscar em meus arquivos mentais, algo que valesse a pena como uma demonstração de amadurecimento ou reconhecimento de minha parte e que meus colegas ouvintes e/ou leitores percebessem isso.

Mas à medida que avançava pelas gavetas ia encontrando somente fatos intímos ou escabrosos demais para contar em uma aula de produção textual. E ainda no primeiro semestre, onde todos mal se conhecem. Se alguns já ficaram nervosos apenas apresentando-se, o que poderia acontecer com essas pessoas tendo que expôr-se mais ainda? É claro que eles e mesmo os que não ficaram nervosos, não o farão. Posso estar enganado, como estou a maior parte do tempo, mas creio que 90% dos meus colegas contarão fatos inofensivos para não se expôrem. É claro, isso não é uma cadeira da psicologia, mas eu tenho essa tendência de crer que se você vai escrever sobre sua vida ou a dos outros e não vai fazer piadinhas sobre isso, você deve tentar um certo aprofundamento.

Conversando com uma colega e mais tarde com outros, percebi que todos, assim como eu, estavam meio confusos sobre o que contar ou mesmo se deveriam contar. Pensei em contar sobre a separação de meus pais que ocorreu quando eu tinha dezessete anos, mas na época eu já achava que isso havia acontecido tarde. Pensei em falar de como percebi que o ciúme pelo meus irmãos havia ocasionado minha bronquite, mas quando isso aconteceu eu era tão pequeno que não saberia nem dizer se eu estava vivo ou morto e tendo sido um processo inconsciente, não serviria para o exercício proposto em aula. Pensei também em outras coisas banais demais para serem citadas e pensei mesmo em criar um falso texto sobre como só compreendi que era diferente dos demais seres humanos quando recebi uma mensagem de meus verdadeiros pais extraterrenos. Mas achei que isso não colaria, por isso decidi escrever sobre a tardia compreensão de que seria incapaz de contar algo psicológicamente relevante como realmente gostaria para a classe do modo como faço com outras pessoas.

Talvez um outro dia...

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

CAPRICHO 941


Êba! É 1º de Abril e você está sem idéias para sacanear os outros? Então anota aí...

AS 10 MELHORES PEÇAS DE 1º DE ABRIL!

1. Seu namorado chega na sua casa e você está na sala com seus pais. Seus pais estão com a maior cara de poucos amigos e você muito triste. Aí você fala que está grávida e seus pais dão a maior pressão nele para casar contigo. Quando ele estiver pronto para se atirar pela janela, vocês gritam 1º de Abril!

2. Falsifique um ingresso da banda favorita da sua amiga que por um acaso vai tocar no dia 1º de abril e dê de presente para ela. Quando ela te ligar dizendo que quase foi presa na entrada do show, grite 1º de Abril!

3. Coloque vários piercings de pressão por todo o rosto e vá para casa. Quando sua mãe acordar do choque, grite 1º de Abril! (Atenção, peça válida apenas para CDFs.)


4. Entre num chat que sua amiga fã de Felipe Dylon freqüente, diga que é o próprio, faça amizade com ela e combine um encontro no shopping. Leve sua turma para gritar 1º de Abril!


5. Convide suas amigas para comer uma torta que você mesmo preparou. Coloque merengue por cima para disfarçar e recheie com berinjela e mostarda. Quando elas estiverem cuspindo tudo de volta no prato, grite 1º de Abril! e saia correndo para não levar torta na cara.


6. Compre um ovo de chocolate oco e injete pimenta daquelas bem ardidas dentro do ovo. Dê de presente para sua amiga. Grite 1º de Abril! quando ela soltar fogo pelo nariz.


7. Fique com outro cara na frente de seu namorado. Grite 1º de Abril! antes que ele parta para cima do seu amigo.


8. Faça uma maquiagem para aparecer toda machucada no colégio e diga para a professora que apanhou dos seus pais. Grite 1º de Abril! quando o Conselho Tutelar aparecer para falar contigo.


9. Diga para seu namorado que neste dia quer perder a virgindade com ele. Quando ele chegar na sua casa, vai descobrir que é aniversário da sua avó e toda a parentada está lá. Grite 1º de Abril! e perca o namorado.


10. Combine com a turma de todos fazerem comentários de que como uma amiga de vocês está gorda. Isto vai deixá-la completamente noiada e depois que vocês a pegarem na farmácia comprando boletas para emagrecer, gritem 1º de Abril!


Jerri Dias diz que esta é sua última coluna. 1º de Abril!!!!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

CALVIN & HAROLD, de Bill Waterson - Quadrinhos


PARA NUNCA DEIXAR DE SER CRIANÇA

Bom, o Calvin dispensa apresentações para a maioria dos mortais, mas mesmo assim, posto aqui o prefácio do primeiro álbum do Calvin. Eu até gostaria de escrever sobre ele, mas não faria um texto melhor do que o de Trudeau.


"Há poucas fontes de humor mais constantes e regulares do que a mente de uma criança. Muitos cartunistas, ao criar personagens infantis, reconhecem isto, mas quando eles se propõem a captar o ativo mundo infantil, quase sempre se enganam, criando vergonhosamente crianças irreconhecíveis, ou seja, espertinhos, miniaturas de adultos. Culpe-se que à negligência ou às recordações distorcidas, a maioria das pessoas que escrevem histórias em quadrinhos para menores demonstram surpreendente pouco tato - ou fé - ao lidarem com esta fonte original de material que é a infância, em toda a sua simplicidade e doçura.



É neste aspecto que Bill Watterson se mostra tão original quanto seus personagens, Calvin e Haroldo. Watterson o escritor que acertou ao captar com precisão a infância como ela realmente é, com suas constantes mudanças no sistema de referências. Qualquer um que tenha passado algum tempo com uma criança, sabe que para elas, a realidade depende profundamente da situação. Um afirmação que um adulto julga ser uma 'mentira', pode muito bem refletir uma profunda convicção da criança, pelo menos no momento em que esta aflora. A fantasia é tão acessível e é vivida com tal força e freqüência, que pais ressentidos como os de Calvin, convencem-se de estarem sendo manipulados, quando a verdade é muito mais assustadora: eles nem mesmo existem. A criança é ao mesmo tempo rainha e guarda do seu reino, e pode mostrar-se muito exigente quanto aos companheiros que escolhe.

Esta exclusividade, é claro, apenas provoca em alguns adultos a tentativa de recobrar os dons da infância para si próprios para, em realidade, tentar recuperar o irrecuperável. Uns poucos desesperados, fazem coisas que posteriormente os levarão à um centro para doentes nervosos.
O restante de nós, mais sensatos, lêem Calvin e Haroldo."

Garry Trudeau


sábado, 4 de outubro de 2008

CAPRICHO 940


Você gosta de Carnaval? Eu odeio! Tá achando que eu sou velho ou maluco ou os dois juntos? Então saca só esses...

DEZ MOTIVOS PARA DETESTAR O CARNAVAL!

1. Você fica tão bêbado que nem lembra que quando chega a Quarta-Feira de Cinzas, não lembra nada do que fez.
2. Você liga a TV e só tem desfile de Escola de Samba, baile de carnaval e notícias sobre o carnaval, fofocas sobre o carnaval ou qualquer outra coisa que acabe com a sílaba val.
3. Você toma banho para ir ao baile e chega lá, um monte de gente suada se roça em você. Sem falar no bodum do local.
4. Você sonha em ser rainha de bateria mas sabe que isso só vai ficar no sonho mesmo.
5. A Ivete Sangalo cantando um novo hit de carnaval.
6. Os camarotes cheios de celebridades bregas, uma mais bebum que a outra.
7. Ninguém trabalha, fica tudo fechado e você não consegue nem pedir uma pizza de madrugada.
8. Você quer sair para uma balada techno e se dá mal, porquê não rola bate-estaca no carnaval.
9. Se você mora perto do local dos desfiles, tem que dar adeus ao sono.
10. Se você é fiel, sua namorada ou namorado sempre dão um jeito de passar o carnaval longe de você para poder ficar com todo mundo.

No carnaval, a namorada do Jerri sempre vai para o Rio de Janeiro visitar a tia doente.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

BEM CAPRICHADO - Blog Convidado

O BEM CAPRICHADO é o blog da Natália Dias, que não é minha parente até onde eu sei e que é uma adolescente como (quase) qualquer outra, pois uma das paixões dela é escrever contos e crônicas auto-biográficas, coisa que ela faz com talento, sensibilidade e bom-humor. Claro que assim como qualquer blogueira ou escritora, tem dias que a inspiração não vêm para ela, mas quando vêm, você lê belos textos... como esse que posto abaixo.
Depois de se emocionar, clique aqui para visitar o blog dela.

Children on the Beach - Mary Cassat, 1884

UMA HISTÓRIA DE AMIZADE...

Eu tinha 5 anos e na minha escolinha perfeita, eu vivia minha vidinha perfeita. Até que ela entrou na escola. No começo achei ela bem metida, mas fui simpatizando... Até que ficamos amigas, muitos amigas, amigas inseparáveis. E mesmo ela sendo um ano mais nova do que eu, nós éramos as melhores amigas do mundo.
Quando soube que eu fazia ballet, ela quis fazer também. E de tanto ela insistir, a mãe dela a colocou no ballet comigo, e como se não bastasse, na natação também. E então, nós fazíamos tudo juntas e quase nunca brigávamos. Entrou uma outra menina na escola e então nos tornamos três inseparáveis, cada dia uma ia na casa da outra, os irmãos também se davam bem, éramos o trio perfeito.
Então, quando eu fiz 7 anos, precisamos mudar de escola. Minha mãe já havia decidido a minha escola, e mesmo que a mãe dela não quisesse, acabou tendo que colocá-la junto comigo, de tanto que ela insistiu. Voltamos a ser só duas, nunca mais vimos a outra. Nossas mães se conheciam, a família dela me adorava e a minha a adorava.
Mas nessa outra escola, nossa amizade se afastou um pouco. Ainda íamos uma na casa da outra, brincávamos depois da aula, mas ela tinha suas amigas e eu as minhas. Então, quando completei 9 anos, precisei mudar de escola de novo e fui para a escola que ela foi para não me separar dela.
Só que nessa outra escola, eu me juntei com o grupo das populares e esnobava ela. Fiquei chateada quando ela arrumou outra menina para chamar de 'melhor amiga', via ela cada vez menos, só de vez em quando...
E aí eu recebi a notícia: Ela ia se mudar. Na hora eu fiquei triste, muito triste, tudo bem que havíamos nos separado um pouco, mas ela estava perto de mim e eu dela. Na semana da véspera da viagem, eu ia na casa dela ou ela vinha na minha todos os dias, trocamos cartinhas de despedidas, nos chamamos de melhores amigas e juramos que "independente de qualquer coisa, uma ia ser SEMPRE a MELHOR amiga da outra".
Pronto, ela se mudou. Eu a visitei nas férias, nós nos divertimos. E eu conheci a amiga dela. Fiquei com um pouco de ciúmes, mas acreditava que nada ia superar nossa amizade. No aniversário dela eu fui pra lá e no meu, ela veio. Trocávamos e-mail, conversávamos por MSN, mas cada vez tínhamos menos assuntos. Daí, já tinham sido 8 anos de amizade.
Eu dei pra ela de aniversário, um colar de melhores amigas, mas ela já tinha outro, de outras meninas, e eu fiquei triste.
Mas, então, ainda estava tudo bem.
Chegaram as outras férias e eu não pude ir até ela nem ela veio pra cá. E minha mãe disse "é, aos poucos a amizade vai acabando, fazer o quê, né.", e eu fiquei muito triste, eu não queria que acabasse, nós éramos melhores amigas...
Mas daí eu percebi, a realidade dela agora era outra. Ela ia ao shopping todos os dias, tinha uma melhor amiga (que NÃO era eu), estudava num colégio super legal. E quando eu contei a ela que tinha menstruado, ela me contou que já tinha menstruado também. É, eu fora tão amiga dela, sem segredo nenhum e ela nem me contou. Depois ela me disse que perdeu o BV, antes de mim.
Era fato: Ela vivia em outra cidade, tinha outra melhor amiga, outros gostos, ela era outra, e a nossa amizade já era passado. Agora nós não nos mandamos depoimentos e não conversamos no MSN quando estamos on-line.
E eu morro de saudades dela, mas visitá-la não adiantaria nada, porque a MINHA AMIGA não existe mais, agora ela é outra pessoa e nem sequer se lembra de mim. Talvez o ano que vem ela me mande um depoimento dizendo "hoje fazemos 9 anos de amizade", mas, pra mim, essa amizade durou só 8 anos e ACABOU, infelizmente...

Pronto, desabafei.
Beijos.