sexta-feira, 20 de abril de 2012

CAMPANHA - Divulgação



Voar sempre foi um dos maiores sonhos da humanidade.
Voar é o exemplo máximo de liberdade que podemos imaginar e vivenciar em nossa vidas.
Quando eu vejo um pássaro voando eu procuro dar atenção a esse fato tão corriqueiro quanto extraordinário.
No entanto, em algum dia do passado distante, alguém rabugento e invejoso deve ter pensado que se ele(a) não podia voar, também não deixaria os pássaros voarem.
E ele(a) pegou um pássaro, o símbolo máximo de liberdade, e o trancou em uma pequena gaiola para todo o sempre.
Outras pessoas rabugentas, invejosas, más ou simplesmente burras viram isso e repetiram o ato.
E hoje, milhões de pássaros que poderiam estar enfeitando nossos céus e mostrando que vale a pena sonhar com a liberdade, estão presos em gaiolas minúsculas, tolhidos do dom último que a natureza levou bilhões de anos para aperfeiçoar em erros e acertos evolucionários, que é a capacidade de voar.
Talvez muitas pessoas que tenham pássaros em gaiolas não sejam tão rabugentas, invejosas ou más assim, mas elas certamente não tem respeito pela natureza e devem ter um conceito bastante distorcido do que significa liberdade.


quarta-feira, 18 de abril de 2012

FILMES TRASH - Vídeo



O melhor do pior! ;-)



segunda-feira, 16 de abril de 2012

CAPRICHO 1048



                                          Dia dos Namorados passou e o cara-de-pau não te deu nenhum presente?!
                                                                        Então descubra aqui como dar um...

                                                                          PÉ NA BUNDA DO FOFUCHO!


PLANO 1: FAÇA PROGRAMAS DIFERENTES

Se ele adora futebol, skate, essas coisas, comece a convidá-lo para programas culturais tipo idas à museus, galerias de arte, concertos de música clássica. Ele vai achar tudo um tédio e nunca mais vai querer fazer programas contigo. Já se ele adorar programas culturais, leve ele para uma final de campeonato, daqueles que dá briga entre o time, entre os torcedores e no calor da batalha aproveite para discutir a relação e brigar com ele também.

PLANO 2: SINTOMAS ESTRANHOS

Quando estiver sozinha com ele, deixe ele falando sozinho e fique com olhar vidrado. Quando ele perceber que você está out, dê uma tremida, faça um barulho estranho com a boca e deixe escorrer muita baba. Vá aumentando o número de “ataques” e o tempo de duração deles gradativamente. Conte para ele que sua bisavó tinha a mesma doença e que seu bisavô acabou seus dias limpando a baba dela pela casa toda.

PLANO 3: BRINCANDO DE GRÁVIDA

Todo mês diga que sua menstruação está atrasada e discuta com ele o que vocês farão, qual o nome da criança, onde vão morar, como ele vai sustentar a criança, essas coisas. Esse até pode demorar um pouco para ele sair correndo, mas você se diverte muito mais colocando minhoca na cabeça dele.

PLANO 4: VIRANDO A MESA

Ele é Mano? Vire Emo! Ele é Emo? Transforme-se em Patricinha! Ele é Punk? Raspa tudo, vira Skinhead! Ele é Metaleiro? Caia nos livros e compre óculos de Nerd! Ele é Nerd? Vire Rastafari e leve-o para shows de reagge! Ele é Hippie? Vire Otaku e só fale em japonês! Ele é ativista político? Seja alienada! Ele gosta de Coca-Cola? Compra só Pepsi! Ele quer transar? Vire a menina enxaqueca!

                                                     Jerri Dias conhece esses planos por experiência própria.

                                                                                             Coluna amorosa sugerida pela leitora Bárbara Wendel, de Goiânia.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

WILD TARGET (GB, 2010) – Filme


Um assassino profissional com 50 anos de idade (Bill Nighy) que ainda vive com a mãe, uma jovem e sexy vigarista (Emily Blunt) e um rapaz meio perdido na vida (Rupert Grint) se envolvem em uma trama envolvendo um ricaço metido a mafioso que coleciona obras de arte roubadas. Despretensiosa e com diálogos e situações tão inusitadas quanto engraçadas, essa comédia de humor negro em tom farsesco dirigida por Jonathan Lynn (MEU VZINHO MAFIOSO) é uma alternativa inteligente para descansar a cabeça daquelas comédias americanas bobas com lições de moral infantil no final. 


terça-feira, 10 de abril de 2012

QUARTETO FANTÁSTICO (OS ANOS KIRBY/LEE) – Comics

                                                                               Para a posteridade.

Os super-heróis

O Quarteto Fantástico são um grupo de super-heróis criados cuja formação original inclui Reed Richards (Sr. Fantástico), Johnny Storm (Tocha Humana), Susan Storm/Richards (Mulher Invisível) e Ben Grimm (Coisa).

Os autores

Jack Kirby (1917 – 1994)


                                                                                         Auto-retrato do Rei.


Em atividade no mundo dos quadrinhos desde 1936, Kirby foi o responsável pela capa de CAPITÃO AMÉRICA nº 1 (1941), junto com Joe Simon. Durante as décadas seguintes, sua pena ilustraria todo tipo de narrativas, desde quadrinhos românticos até ficções-científicas de monstros espaciais. Antes de sua parceria com Stan Lee, Kirby trabalhava entre 12 à 14 horas por dia, produzindo entre 8 e 10 páginas por dia, dado o baixo valor que as editoras pagavam por página naqueles dias. Com sua entrada na Marvel e a parceria com Stan Lee na criação de QUARTETO FANTÁSTICO, HULK, X-MEN, THOR, HOMEM DE FERRO e vários outros, a situação financeira de Kirby melhorou, mas sua insatisfação com os créditos de criação o levaram a sair da MARVEL em 1970. Mais tarde, Kirby declararia ser a verdadeira mente criativa por trás da maioria dos personagens criados nos anos 60 pela dupla. Essa afirmações foram contestadas por Stan Lee, mas o fato é que Kirby continuou criando personagens memoráveis para a DC COMICS  nos anos 70, enquanto Lee demonstrou uma certa incapacidade em criar super-heróis interessantes sem um parceiro criativo como Kirby ou Steve Ditko (HOMEM-ARANHA), que também reclamou direitos de criação sobre o aracnídeo.

Stan Lee ( 1922 - )

                                        Em 1975, na Comiccon de San Diego, fazendo pose de super-herói bêbado.


Iniciou sua carreira como escritor de quadrinhos escrevendo CAPITÃO AMÉRICA nº3 (1941). Como a maioria dos escritores de quadrinhos de super-heróis até o advento de Alan Moore e Neil Gaiman, Lee escrevia basicamente argumentos de meia página para uma edição de 24 páginas. O desenhista criava toda a narrativa visual baseado naquelas poucas linhas e então Lee escrevia a narração e os diálogos, baseado no que o desenhista havia feito. Nos anos 60 isso ficou conhecido como o MÉTODO MARVEL. Antes de criar o QUARTETO FANTÁSTICO com Kirby, Lee estava prestes a largar o insatisfatório mundo dos quadrinhos, que era muito infantil para alguém que aspirava ser um escritor de livros na época. Mas ao ser chamado para criar um grupo de super-heróis para competir com A LIGA DA JUSTIÇA da DC COMICS, Lee chamou Kirby e com base no método descrito acima, o QUARTETO FANTÁSTICO ganhou vida. Mas vale lembrar que Lee é o responsável por aproximar os super-heróis da realidade, fazendo com que eles enfrentassem problemas reais como a falta de dinheiro para pagar aluguel, pegar gripes, sentir inveja uns dos outros, insegurança, medo, e acima de tudo, conseguiu mostrar que o que definia os heróis da MARVEL não eram seus poderes extraordinários, mas sim sua humanidade. Ou como o próprio Lee colocou “seus pés de barro”.     

Os quadrinhos


                                                                              A edição que deu origem ao universo MARVEL.


Lançado em 1961, o QUARTETO FANTÁSTICO era um grupo como nenhum outro na época. Apesar da ingenuidade das primeiras tramas e dos diálogos pueris e auto-explicativos em relação à arte, a dobradinha Kirby/Lee provou-se superior à da rival DC Comics, com seus heróis perfeitos e ainda vivendo em um universo infantil. O QUARTETO FANTÁSTICO abriu terreno para o HOMEM-ARANHA, THOR, HOMEM DE FERRO, HULK e todos os outros que viriam logo após. Os quadrinhos de super-heróis finalmente chegavam a puberdade. Em uma década já acostumada com a TV e com a revolução tecnológica, os heróis de Kirby/Lee tinham como líder justamente um cientista cujo cérebro parecia ser tão expansivo tanto quanto seus membros elásticos; um adolescente de personalidade volátil com capacidade de combustão espontânea quase sem limites; sua tímida irmã que se tornava invisível e um piloto de provas metido a durão cuja transformação em um rocha ambulante externaria justamente o que ele tentava mostrar-se aos outros. Não sei até que ponto os personagens foram projetados dessa forma por Kirby/Lee ou se algumas peças simplesmente encaixaram-se sozinhas, como frequentemente acontece nesse meio.



                                      Parece uma capa de uma das edições da EBAL nos anos 70,  mas não é.


Diferente das histórias da LIGA DA JUSTIÇA, SUPERMAN ou BATMAN, as histórias do QUARTETO FANTÁSTICO e de outros quadrinhos da MARVEL apresentavam outro diferencial importante. Elas não só começaram a interagir entre elas, como fatos (às vezes nem tão importantes) acontecidos em edições anteriores tinham conseqüências meses depois. NA DC COMICS, um herói qualquer podia até mesmo morrer numa edição que na edição seguinte ninguém sequer mencionaria o fato. A MARVEL criou a continuidade nos quadrinhos de super-heróis. A vida dos heróis continuava na edição seguinte, ela não recomeçava como na editora rival. A vida avançava, os heróis cresciam, amadureciam, tinham filhos e até mesmo ficavam velhos. Claro, o tempo dos super-heróis é, se formos fazer uma média, 1 ano para cada 5 dos nossos. Mas nos 102 números que Kirby/Lee atuaram lado a lado com O QUARTETO FANTÁSTICO, Johnny Storm foi para a faculdade, teve uma namorada atrás da outra, junto com as naturais decepções e tragédias amorosoas no mundo dos quadrinhos; Ben Grimm teve crises existenciais e depressivas por causa de sua aparência monstruosa que lhe impedia de ter uma mulher, mas acabou arranjando uma namorada cega; Reed Richards se envolveu cada vez mais com sua ciência e várias de suas descobertas e inventos foram espalhadas para o UNIVERSO MARVEL e Susan Storm deixou a insegurança de lado ao ampliar seus poderes, tornou-se a Sra. Richards e teve um filho mutante com Reed. Isso tudo em apenas 10 anos. Na DC COMICS, mudanças como essas na vida dos super-heróis da editora levaram algo entre 40 e 60 anos.



                                    Quando a RGE publicou os heróis, optou pela tradução literal do grupo.

Por serem super-heróis mutáveis como os próprios leitores adolescentes que os liam e que logo se tornariam adultos, o QUARTETO FANTÁSTICO soube crescer com seus leitores até eles se tornaram jovens adultos. Um feito que poucos quadrinhos de super-heróis podem dizer que conseguiram. No final dos anos 60, o arco de histórias apresentando Galactus e o Surfista Prateado era extremamente popular entre universitários. O personagem, algum tempo depois, se tornaria o porta-voz da MARVEL na era do Paz e Amor sob a batuta de Stan Lee e John Buscema.


Como se vê pela ilustração, parte da saga do Surfista Prateado dos anos 60 foi aproveitada no longa O QUARTETO FANTÁSTICO E O SURFISTA PRATEADO (2007).

Nos últimos anos da era de ouro da associação Kirby/Lee, Kirby estava no auge de sua criatividade usando foto-montagens, criando coreografias de lutas tão impactantes e explosivas que o leitor poderia jurar que tinham som e um domínio da arte seqüencial comparável ao de Will Eisner. E do seu lado, Lee aprimorava seu texto limitado incluindo fatos e criando personagens (junto com Kirby) conectados com as mudanças sociais na América, como o primeiro super-herói negro (PANTERA NEGRA) ou o citado SURFISTA PRATEADO.


      Inspirado no movimento político radical OS PANTERAS NEGRAS, surge o primeiro super-herói negro para as massas.



Por esses e outros motivos que os leitores só descobrirão lendo as aventuras do QUARTETO FANTÁSTICO de Kirby/Lee, é que ambos estabeleceram uma base sólida para tramas criativas que fez com que outros bons autores como John Byrne e Mark Millar se mostrassem interessados em trabalhar com o quarteto mais famoso dos quadrinhos e tentarem elevar o excelente padrão de qualidade que essas duas lendas dos quadrinhos conseguiram dar aos super-heróis.


     As inovadoras foto-montagens de Kirby nos anos 60, totalmente em sintonia com o psicodelismo e a arte pop da época.    

domingo, 8 de abril de 2012

ALEXANDER BRENER - Performance



Alexander Brener grita para cada obra: “Porque não me colocaram nesta exposição?”

Performance na exposição “O artista ao invés da obra”.
Moscou, 1994

Alexander Brener é um performer radical. Nascido na Rússia, suas performances mais famosas incluem vandalismo em galerias de arte. Perturbar exibições, quebrar, destruir e alterar obras de arte acabaram por levá-lo a prisão. Ele também realiza performances onde busca criticar a arte e a sociedade sem necessariamente vandalizar nada, o que mais ou menos prova que ele não é um artista frustrado com inveja dos outros.



Ação na exposição de outono do 5º aniversário da galeria M. Guelman.
Moscou, 1995



“Bem me quer, mal me quer”
XL Gallery.
Moscou, 1994.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

CAPRICHO 1047



                                                                    
Até a Xuxa já fez de tudo para ficar famosa...

Cansou de ser pobre e desconhecida?!  Então siga os...

10 PASSOS DA RIQUEZA E DA FAMA

1. Primeiro, você tem que ser magra e bonita. Se você for gorda ou feia, esquece.

2. Faça aulas de canto, dança, interpretação, surf. Destacar-se em uma dessas áreas pode render uma reportagem. Não esqueça de estudar para o vestibular, caso nada disso dê certo.

3. Certo, você conseguiu uma reportagem no jornalzinho do bairro. Você poderia se deitar na cama do sucesso, mas você é ambiciosa e quer mais, muito mais!

4. Depois de muito encher o saco da diretora, você descola uma apresentação da sua banda durante um campeonato de vôlei da escola. O pessoal até que curtiu a primeira música, mas na segunda, uma bola mal cortada te acerta na cabeça e você cai do palco, quebrando o braço.

5. Seu tio Joca, advogado e picareta, vêm em seu socorro e processa a escola. Você ganha uma bolada. Podia ter sido mais, mas seu tio Joca ficou com a maior parte. Você investe seu dinheiro em roupas caríssimas e chiquérrimas e consegue pagar pra ir em shows caríssimos.

6. Agora você já anda em meio a bolsas Louis Vuitton, vestidos Dior, ternos Armani e fragrâncias Chanel. Felipe Dylon te nota numa das baladas mais badaladas da cidade e uma foto de vocês sai numa revista de fofocas, acabando com o noivado de Dylon.

7. Agora todos os fofoqueiros de plantão querem saber quem você é. Você acaba sendo convidada para dar uma entrevista num programa de TV que quase ninguém assiste, mas ei, você vai aparecer na TV!

8. Depois da entrevista nesse programa, nada acontece. Quer dizer, você posa para um catálogo de fotos para uma grife que a amiga da sua mãe está lançando. As roupas são de um mau gosto horrível, mas você encara a bronca e paga esse mico.

9. Isso também não dá em nada. Você volta suas atenções para o vestibular da faculdade de medicina.

10. Você está no terceiro semestre da faculdade quando finalmente te chamam para aquela entrevista pro BBB. Todos esses anos se inscrevendo não foram em vão. Você passa, fica até o final mostrando sua bunda pra todo o Brasil e depois que sai fica rica e famosa. Mas um ano depois, quando um novo BBB entra no ar, todo mundo se esquece de você, até os seus fãs no Orkut.

  Jerri Dias está com seus dias de fama contados.
                                                        

A idéia para essa coluna foi da leitora Larissa Toledo.