sexta-feira, 11 de julho de 2008

ANTIGUIDADES, A HISTÓRIA EMBAIXO DA HISTÓRIA - Blog Convidado

Dando continuidade a esta seção, o blog da vez é o ANTIGUIDADES... da minha colega blogueira Martha Thorman. O blog dela trata de personalidades históricas, tanto as famosas quanto as obscuras, e sempre com um texto informativo e revelador sobre seus objetos de pesquisa. Para quem acha a História uma coisa meio chata, aqui é o lugar certo para acabar com seus preconceitos e descobrir que as coisas não eram bem assim. E para que já gosta de História, clique no link abaixo e divirta-se enchendo-se de conhecimento.



JACK,O ESTRIPADOR

ASSASSINATO ÀS MARGENS DO TÂMISA

Rápido como um felino, deleitando-se à vista de sangue, um assassino brutal escolhia suas vítimas entre as prostitutas de um bairro de judeus em Londres. Este criminoso, que agiu em 1888, nunca foi descoberto, embora a polícia declarasse o caso encerrado. Porque o fez?

Com um pedaço de rim humano enviado à polícia pelo correio, vinha uma carta:

" Mando metade do rim que tirei de uma mulher (...) o resto eu comi (...)

"Do inferno."

Carta de Jack. Está no museu de Londres.

Estava-se no outono de 1888, e toda Londres soube imediatamente que o macabro documento vinha de Jack, o Estripador, que acabara de esfaquear até a morte a sua quarta vítima conhecida, Catherine Eddwes, de 43 anos.

As quatro mulheres tinham sido, todas, prostitutas patéticas, envelhecidas e gastas, obrigadas a exercer o seu degradante comércio no bairro conhecido por Whitechapel. Autêntica fossa de uma população pobre, o bairro era cortado por ruas e vielas estreitas que formavam um labirinto sujo de tabernas, bordéis e antros de ópio.

A primeira vítima foi Mary Ann "Polly" Nichols, de 42 anos, cuja garganta foi cortada na noite de 31 de agosto.

Enquanto ela morria deitada num pequeno beco sujo, o assassino rasgava-lhe o abdômen com uma faca de 25 cm de lâmina. Oito dias depois, "Dark Annie" Chapman, de 47 anos, já enfraquecida pela tuberculose, foi morta exatamente da mesma maneira e com o mesmo tipo de arma.

As pessoas lembraram-se então do assassinato de uma outra prostituta de Whitechapel ocorrido anteriormente.

Como esta morrera apunhalada, a polícia considerou não haver ligação entre os casos, mas o público tinha opinião diferente e protestou, receoso, obrigando a polícia a enviar reforços para o bairro.

Detetives particulares e voluntários civis alistaram-se na comissão de Vigilância de Whitechapel, instituída por firmas comerciais londrinas preocupadas com o assunto.

Esta é a lista divulgada, na época, dos possíveis suspeitos. Entre eles o duque de Clarence, neto da rainha Vitória.

O medo trouxe à tona os aspectos negativos da vida na época Vitoriana. Os membros desta sociedade bem estabelecida não se preocupavam com as condições cruéis em que viviam as camadas pobres.

Numa época em que os assuntos sexuais não eram sequer comentados e muito menos discutidos, as chamadas pessoas decentes fingiam não ver as numerosas prostitutas das ruas da cidade.

No entanto, as atenções continuaram viradas para o assassino, que escrevera a primeira carta em que se gabava dos seus crimes com tinta vermelha e a assinara com o nome que a si próprio atribuía: Jack, o Estripador.

Os patologistas concluíram que o assassino era canhoto e tinha conhecimentos de anatomia, pois sabia extrair com precisão orgãos humanos.

E, pouco a pouco, verificou-se que todos os crimes tinham ocorrido entre as 11 horas da noite e as 4 da manhã. Mas isso não era, de forma alguma, prova suficiente. os investigadores começaram a perseguir pessoas inocentes só porque eram criminosos comuns, agressores sexuais conhecidos ou cirurgiões e açougueiro com perturbações mentais.

Os crimes do assassino tornaram-se ainda mais audaciosos e mais tenebrosos. Aparentemente surpreendido logo depois de ter cortado a garganta de Elizabeth "Long Liz", de 45 anos, o estripador desapareceu rapidamente nas brumas pouco depois da meia noite de 30 de setembro, deixando a vítima morta, mas não mutilada. Encontraram-na segurando em uma das mãos um cacho de uvas e na outra alguns doces. A pessoa que surgira nesta hora ouvira passos, mas não viu o assassino.

Privado de seu prazer habitual, o estripador atacou de novo passados 45 minutos. O seu alvo foi Catherine Eddwes, que ele matou e estripou, tirando-lhe o pedaço do rim e intestinos que enviou pelo correio.

Inacreditavelmente, um guarda que patrulhava o local a apenas alguns metros nada ouviu: e o assassino, presumivelmente sujo de sangue, conseguiu mais uma vez fugir, naquela movimentada noite de sábado, num bairro super povoado e cheio de reforços.

UM SUSPEITO DE SANGUE REAL...

Durante as seis semanas seguintes, o estripador não deu sinal de vida. Entretanto, a polícia prosseguia em uma pista bem interessante.

Na noite em que Stride e Eddowes tinham sido mortas, um agente detivera um cavalheiro que falava com uma prostituta. Ao ser interrogado, este suspeito bem- falante - deslocado em tão miserável bairro - afirmou ser médico e convenceu o agente a deixá-lo partir.

Subitamente, espalharam-se boatos incontroláveis : seria o criminoso uma pessoa da alta sociedade que, levado por qualquer loucura impulsiva, tivesse ficado obcecado pela vida desregrada daquele bairro ?

Durante quase um século, o suspeito favorito dos adeptos desta teoria foi o duque de Clarence, neto da rainha Vitória.

Os jornais da época, contudo, nunca publicaram tais especulações, pois o duque era o filho mais velho do herdeiro do trono, o príncipe de Gales e futuro Eduardo VII.

Mas sabia-se que o duque sofria de algum tipo de instabilidade mental, e os defensores daquela teoria apontam que ele foi internado num hospital de doente mentais depois do último crime e que nunca mais de lá saiu. O duque morreu em 1892.

SUÍCIDIO CONVENIENTE

O mais horrível destes assassinatos teve lugar na madrugada de 10 de novembro.

As 3:45 deste dia, os vizinhos ouviram gritos provenientes do quarto de Jane "Black Mary" Kelly, que tinha apenas 24 anos.

Quando a criada do senhorio entrou no quarto, já de dia, tornou-se evidente que o estripador aproveitara a privacidade oferecida pelo alojamento da vítima: minuciosamente, tinha tirado as vísceras do cadáver, removido o coração e os rins e arrumado pelo quarto as outras parte do corpo.

Este crime brutal e bizarro foi o último atribuído a Jack, o Estripador.

Algumas semanas depois a polícia encerrava o caso, sem qualquer explicação ao povo.

Os membros da Comissão foram informados que o assassino antes de confessar se jogou no Tâmisa.

Comentários de que teriam sempre no local, pistas, inclusive desenhos da maçonaria, na época somente aberta aos membros da mesma, e que sempre eram apagados misteriosamente por alguém da própria polícia.

Aos meus leitores, sugiro o filme DO INFERNO, com Johnny Depp e Heather Graham como atores principais.

Diretor: Albert Hughes

Este filme retrata muito bem a época vitoriana, e a fotografia é perfeita.

Quanto a história do homem afogado, fora realmente retirado do Tâmisa o corpo de um suicida depois do assassinato de "Black Mary" Kelly.

No dia seguinte, 3 de dezembro de Montague John Druitt, um advogado com vida difícil e obcecado pela doença mental da mãe, matou-se por afogamento.

A sua nota de suicídio, nunca exposta ao público, podia bem encerrar o caso.

Filho de uma família aristocrática de médicos, Druitt tinha boas relações com a nobreza inglesa.

4 comentários:

Camila Siqueira disse...

Adoreii.Jerri o blog ficou 10,com a participação do Antiguidades..e eu que já gosto de história amei!
haaa o antiguidade acabou de ganhar mais uma leitora fiel..!

Luuuuize disse...

haaao antiguidade acabou de ganhar mais uma leitora fiel [2]
aaeaieuhaiuehiaueh

sempre ouvi falar do Jack, mais nunca achei muita coisa sobre ele :X
adorei ver isso aqui :D

beeeijo :*

MARTHA THORMAN VON MADERS disse...

Obrigada amigo, adorei ver minha postagem aqui.preciso fazer algo para retribuir esta deferência.
Adorei.Vou pensar em alguma coisa.Seu blog é o máximo!

gleison disse...

Tanto o filme "Do Inferno " como o filme "Jack,o estripador" com Michael Caine sugerem que o assassino foi o médico da rainha Sir. Willian Gull...O filme Jack,o estripador,de 1988,retrata fielmente a Londres Vitoriana...Um espetaculo de filme...
obs: Esse filme passou como minisserie na Globo em 1988