segunda-feira, 19 de outubro de 2009

LINHA DO TEMPO – crítica

Cartaz americano da adaptação cinematográfica dirigida por Richard Donner em 2003. Fique com o livro.

O Autor

Michael Crichton (1942 – 2008) deixou eu e milhões de fãs entristecidos com sua prematura morte por causa de um câncer na garganta ano passado. Autor de diversos best-sellers inteligentes como O ENIGMA DE ANDRÔMEDA, O GRANDE ROUBO DE TREM, O PARQUE DOS DINOSSAUROS e ESTADO DE MEDO, Crichton teve uma produtiva e milionária carreira na Literatura, TV e Cinema. Desiludido com a faculdade de Literatura e formando-se médico, Crichton passou a publicar em 1966 e nunca mais parou. Trabalhando com todas as mídias, foi o único escritor a ter três trabalhos simultaneamente listados em 1º lugar em três mídias diferentes: ASSÉDIO SEXUAL como o livro mais vendido, PLANTÃO MÉDICO (que ele criou) como a série mais vista e PARQUE DOS DINOSSAUROS, como a maior bilheteria do ano.
Preocupado com a ciência tanto quanto com a emoção, seus livros costumam ser montanhas russas emocionais repletas de informações sobre as últimas teorias científicas. Tudo escrito de forma interessante, descomplicada e sobretudo divertida. Não foi à toa que ele vendeu mais de 150 milhões de livros e teve várias de suas obras adaptadas para o cinema.

Michael Crichton

Sinopse

Nos contos de fadas, os tempos medievais são românticos, com princesas a serem resgatadas de castelos por nobres cavaleiros e um vilão a ser enfrentado.
Então, não seria legal voltar no tempo e visitar a Idade Média?
Não é o que acham os historiadores Marek, Kate e Chris. Obrigados a resgatar seu amigo e professor que ficou preso no século XIV, eles sabem que vão entrar num ambiente hostil, onde contestar a religião é sentença de morte, as doenças não tem cura e a honra dos cavaleiros só existe em histórias infantis.

Os historiadores, apreensivos na máquina do tempo. E com razão.

O Livro

Pesquisador incansável, Crichton leu centenas de livros sobre História Medieval e entrevistou físicos para construir uma narrativa onde ele pudesse colocar homens modernos, acadêmicos de História, em um confronto direto com seu objeto de estudo. Mais ou menos a mesma premissa de O PARQUE DOS DINOSSAUROS, onde ele confrontava paleontólogos e cientistas com dinossauros vivos. A diferença aqui é que agora existe uma máquina do tempo e tudo é ainda mais perigoso e desconhecido.

Fascinado por viagens no tempo e o choque cultural que ela acarreta para ambos os lados da linha do tempo, li esse livro como há muito não lia um livro, sem pretensões e me divertindo muito . Mesmo tendo visto o filme não gostado, fiquei ansioso por saber o que iria acontecer, adorando as explicações e soluções científicas inteligentes sobre como poderia ser uma viagem no tempo de verdade segundo as teorias mais atuais. Como de hábito, o livro tem muito mais detalhes e é muito mais inteligente do que o filme, que demonstra claramente o que roteiristas burros conseguem fazer com uma boa história. A maior decepção foi constatar que o livro é tão maniqueísta quanto o filme e isso, sinceramente, eu ainda não tinha visto em um livro de Crichton. Ele não precisava disso.

Já fazia alguns anos que eu não lia um livro de Crichton e devo confessar que fiquei um pouco decpcionado, pois percebi que ele não era um escritor tão bom quanto eu me lembrava. Mas eu sei o que aconteceu: nesse tempo eu tive contato com autores melhores, me acostumei com eles e agora a literatura de Crichton me pareceu um pouco travada e ingênua em algumas partes.

Isso se deve talvez ao fato de Crichton já saber de antemão que seus livro seriam adaptados para o cinema e talvez por isso, ele já buscasse agradar o espectador do cinema mais do que fãs de boa literatura. De qualquer forma, pra quem não conhece a obra de Crichton, LINHA DO TEMPO é como os outros livros dele, você senta pra ler e parece que está no cinema, vendo um daqueles filmes super empolgantes, mas com quatro horas de duração!


Não demora muito para que os historiadores sejam capturados. Nem todos voltarão para o presente...

Trecho

Nesse capítulo, Marek, o único historiador que havia estudado lutas medievais, é forçado a lutar com um cavaleiro veterano em um duelo de morte.

“O golpe na cabeça era arriscado se ambos os cavaleiros não o tentassem ao mesmo tempo. Uma lança apontada diretamente para o peito atingia o seu alvo uma fração de segundo antes da lança apontada para a cabeça: era uma questão de angulação. O primeiro impacto deslocava ambos os cavaleiros, tornando o golpe de cabeça mais errático. Mas um cavaleiro habilidoso podia estender sua lança à frente, tirando-a da posição de apoio, a fim de ganhar quinze ou vinte centímetros de extensão e atingir o adversário antes. Você precisava ter uma enorme força no braço para absorver o instante do impacto e controlar o coice da lança, a fim de que o cavalo suportasse o baque; mas assim tinha mais chance de prejudicar a mira e o ritmo do adversário.
Quarenta metros.
Sir Charles ainda mantinha a lança elevada. Mas aí apoiou-a, inclinando-se à frente na sela. Tinha mais controle sobre a lança assim. Iria fintar novamente?
Trinta metros.
Ouviu o trovejar dos cascos e a gritaria da multidão. Os textos medievais advertiam: «Não feche os olhos no momento do impacto. Mantenha os olhos abertos para acertar o alvo.»
Vinte metros.
Seus olhos estavam abertos.
Dez.
O puto ergueu a lança.
Ia tentar a cabeça.
Impacto.”


Quer comprar?




Boa leitura.

4 comentários:

Anônimo disse...

PRIMEIRA!!!!!!! PRIMEIRA!!!!!!!!

ela mesmo disse...

Oie!
Jerri te indico um livro que eu não sei se voce já leu ou não, mas...
"Baltimore e o Vampiro"
Eu li e gostei, acho que voce ia gostar!
;*

Anônimo disse...

maniqueísta...O que é isso?

cris costa disse...

Gostei do blog!! E da crítica do livro também!