terça-feira, 21 de dezembro de 2010

BATMAN BEGINS (EUA, 2005) – crítica

Cartaz do filme dá o tom trágico do herói.
Clique nas imagens para ampliá-las.

O Diretor

Christopher Nolan é um diretor britânico nascido em 1970. Aos 30 anos, mudou-se para os Unidos, onde realizou AMNÉSIA (Memento, 2000), filme independente de baixo orçamento (3 milhões) que se tornou imediatamente um cult e o colocou no radar de Hollywood como um diretor original e criativo.


No set de BATMAN BEGINS.

Sinopse


Bruce Wayne, após sofrer um grande perda na sua infância, decide combater o crime como Batman.

O Filme

Com um orçamento de 150 milhões de dólares, Nolan, que até o momento só havia dirigido filmes que privilegiavam mais o lado psicológico do que físico de seus personagens, fica responsável por uma das maiores franquias de super-heróis de cinema: o Batman.

Mais um belo cartaz que reproduz a atmosfera do filme.

Com milhões de fãs tendo como base os dois filmes de Tim Burton e principalmente o já clássico curta DEAD END, Nolan não tinha apenas a responsabilidade financeira, mas também artística de fazer algo que fosse superior em termos estéticos e psicológicos em relação às obras citadas.

Para quem conhecia o estilo de Nolan, já se sabia que se poderia esperar uma boa direção de atores, uma caprichada direção de arte e uma boa dose de realismo. Fugindo do estilo Burton de criar cenários propositalmente artificiais, Nolan decide recriar uma Gotham City mais realista usando como base a cidade de Chicago, uma cidade industrial e portanto, com cores mais escuras.

Tons pastéis dominam o cenário.
Design de Produção de Nathan Crowley.


Além de construir algumas quadras e vários andares de prédios dentro de um estúdio na Inglaterra, Nolan optou por usar o mínimo possível de CGI (Computer Graphic Image), pois como muitos de nós, ele estava saturado de ver filmes abusarem desse tipo de efeito sem realmente convencer ninguém. Ele basicamente resolveu seguir a fórmula do primeiro SUPERMAN de Richard Donner e aplicar verossimilhança a sua visão do Batman. E nada faz isso melhor do que o mundo real. Assim, locações reais na Islândia, Chicago, Inglaterra e outros locais foram utilizados para trazer o mundo real para dentro do universo do Cavaleiro das Trevas.

Para dar mais credibilidade ainda ao seu Batman, Nolan chamou os mais diversos especialistas para criar o figurino e o arsenal de equipamentos que o herói usaria. Assim, praticamente tudo o que ele usa no filme, foi adaptado de equipamentos que já existem hoje em dia.


A capa de Batman é uma asa delta em miniatura.
Esta sequência foi inspirada no minisérie BATMAN - ANO UM.

Com isso e um elenco muito bem escalado, Nolan realizou um filme de origem dando ênfase em como uma pessoa com recursos poderia, em nível mental, físico e social, vir a se tornar um combatente do crime.

O filme inicia mostrando o jovem Bruce Wayne (Christian Bale) numa prisão no Tibet ocupado pela China, em sua tentativa de entender o mundo dos criminosos e como eles pensam. Encontrado por Ducard (Liam Neeson), ele é convencido a se juntar a legião de Ra’s Al Ghul (Ken Watanabe) e aprender os segredos do milenar Ninjutsu. Nos gibis, Al Ghul é um dos maiores oponentes de Batman, visto que ambos são bilionários que usam de sua fortuna para fazer justiça. A diferença é que Al Ghul atua em escala global (da mesma forma que um governo intervencionista) e Batman não compactua com seus métodos cruéis.


Ducard (Liam Nesson) não é quem parece ser...

Neste primeiro ato, temos então, a origem e a formação da persona do Batman. No segundo ato, Batman finalmente abre suas asas sobre Gotham e uma reviravolta bem urdida na trama traz personagens do primeiro ato de volta ao cenário.

Alguns poucos defeitos do filme são referentes a determinadas caracterizações dos atores, que deixaram sue personagens caricaturais. Tom Wilkinson, um grande ator dramático, não convence como um chefe da máfia e diferente de seus colegas, ele parece mais ser um personagem de gibi do que de carne e osso. A decisão de Bale em tornar a voz de Batman gutural e raivosa funciona apenas com frases curtas, porém, quando ele tem que falar durante algum tempo, soa forçada e até mesmo ridícula em alguns momentos. Mas tudo isso é perdoável diante de tantos acertos, especialmente falando de Michal Caine como Alfred e Morgan Freeman como Lucius Fox, atores veteranos que tem os diálogos mais inteligentes, sarcáticos e engraçados do filme.


Christian Bale, diferente de Michael Keaton, realmente convence como Bruce Wayne/Batman.

Apesar de não ser uma obra-prima como seu sucessor, BATMAN BEGINS planta as raízes para ele, especialmente ao final, quando o Tenente Gordon (Gay Oldman, excelente como sempre) menciona o conceito de “escalada”, exemplificando que o fato de Gotham agora ter um herói mascarado mais poderoso do que a própria polícia faz surgir criminosos mais violentos e loucos do que os anteriores. E lhe entrega uma evidência disso: uma carta de baralho, o Coringa.

Tendo arrecadado 372 milhões no cinemas e mais 400 milhões no mercado de DVD, BATMAN BEGINS é um ótimo filme de aventura por si só e entra para a lista do 10 melhores filmes de super-heróis já feitos até agora.


Em uma Gotham corrupta e decadente, Batman é o que resta entre a luz e as trevas.


Trailer




Paródia MTV MOVIE AWARDS




Boa sessão.

2 comentários:

Thaís Felix de Oliveira disse...

Eu gosto do Batman!

http://controlandominhamaluquez.blogspot.com/

Anônimo disse...

adooro os filmes do Christopher nolan,
inclusive o ultimo o A Origem '
ate novembro foi o melhor filme do ano pra min'